Após protestos de caminhoneiros, aulas são retomadas e 100% da frota de ônibus circula em Manaus nesta segunda-feira

Acesso às refinarias segue desbloqueado. Postos foram abastecidos durante o fim de semana.

Acesso para refinaria liberado em Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Acesso para refinaria liberado em Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

 

A segunda-feira (28) começou com a circulação da frota de ônibus de Manaus normalizada e com as aulas da rede pública municipal, que foram suspensas na sexta-feira (25), retomadas. Protestos de caminhoneiros, contra o valor do diesel, ocorreram na capital e impactaram vários setores durante a última semana.

Caminhões foram vistos circulando nas ruas de Manaus, sem escolta, nesta segunda. No dia anterior, a categoria fez uma carreata e bloqueou uma avenida na Zona Oeste em protesto contra o valor dos combustíveis.

Postos de combustíveis são reabastecidos após ordem judicial em Manaus

Postos de combustíveis são reabastecidos após ordem judicial em Manaus

 

Atos também ocorreram nas ruas que dão acesso às refinarias da capital, que abastecem todo o estado. As vias seguem desbloqueadas desde a sexta-feira. Postos, que foram abastecidos durante o fim de semana, já comercializam combustíveis. Alguns registram falta de etanol.

Ônibus circulam normalmente em avenida de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)Ônibus circulam normalmente em avenida de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Ônibus circulam normalmente em avenida de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Em todo o pais, caminhoneiros fizeram manifestações e bloqueios ao longo da última semana. Em Manaus, um grupo de caminhoneiros impediu a saída de caminhões tanque de refinarias no Distrito Industrial. Eles saíram do local, após receberem uma ordem judicial, na noite desta sexta-feira (25). O ato gerou desabastecimento e filas em postos de combustíveis.

Veja os principais reflexos da paralisação no estado:

 

Combustível

Com medo do desabastecimento, motoristas chegaram a fazer filas em postos para garantir o combustível desde a noite de quinta-feira, quando o litro da gasolina comum chegava a R$ 4,89, enquanto a aditivada estava a R$ 4,99.

Transporte

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a capital tem cerca de 1,3 mil coletivos, 100% deve circular, segundo sindicato. Na sexta, 60% dos coletivos foram para as ruas.

Alimentos

Não ocorreu desabastecimento por conta da greve. O Sindicato dos Feirantes do Amazonas informou que 80% dos alimentos chegam a Manaus de outros estados.

Abastecimento da Feira da Banana com alimentos de outras regiões do país é afetado (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Abastecimento da Feira da Banana com alimentos de outras regiões do país é afetado (Foto: Adneison Severiano/G1 AM).

 

Os preços das verduras, legumes e frutas pagos aos fornecedores pelos comerciantes dispararam nos últimos dias em Manaus. O motivo: a falta de estoque. O abastecimento desses alimentos, que são fornecidos por estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, tem reduzido com a greve dos caminhoneiros. A previsão dos comerciantes é que a oferta de alguns itens sofra impacto e reajustes sejam repassados ao consumidor amazonense, a partir desta segunda-feira (28).

“Provavelmente sentiremos o impacto na forma de aumento de preço dos gêneros alimentícios por conta das repercussões no restante do país, principalmente para itens que são trazidos de outros Estados, em especial de fora da região Norte”, disse o economista Mauro Thury.

Educação

As aulas foram suspensas em quase 500 escolas da rede municipal de ensino de Manaus, na sexta-feira e normalizadas nesta segunda. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informou que as atividades também foram suspensas.

Comércio

Uma rede de supermercados orientou consumidores a comprar até cinco unidades de cada produto para evitar desabastecimento em Manaus. Cartazes com o comunicado alertam sobre a medida, que ocorre em razão dos impactos da greve de caminhoneiros.

Indústrias

Para o economista Mauro Thury, a produção das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) não chegou a ser impactada. “Primeiramente pode ter impacto sobre as empresas no que tange às entregas e prazos, o que não afeta em si a produção, mas interfere na logística dela. Só posteriormente, haverá condições de saber se vai afetar a produção. Quanto aos insumos para o PIM, varia de setor para setor”.

Via: G1.

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